12 Junho 2018

Abu Wadie, druso das Colinas de Golã

Uma comunidade com menos de 23000 pessoas e com uma história e uma identidade distintas de outros fiéis. Fomos ao encontro dos drusos que habitam Golã, na fronteira com a Síria.

Arqueologia, Cultura, e outras religiõe

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RAFIQ ALI IBRAHIM – ABU WADIE
Druso das Colinas de Golã
“Meu nome é Rafiq Ali Ibrahim, de Majdal Shams, uma aldeia que faz parte das Colinas de Golã, ocupada pelos sírios. Eu nasci aqui... E minha história pode ser resumida da seguinte forma: me casei há 48 anos e, infelizmente, não recebi a graça de ter filhos, mas estou satisfeito com a minha vida. Todos me chamam de Abu Wadie e, como o meu nome indica, confio nas mãos do Deus Todo-Poderoso, lá em cima no céu.”

Bigode e sobrancelhas grossas e enbranquecidas pelo tempo. O tradicional lenço envolve um rosto marcado pelos anos, mas constantemente iluminado por um sorriso que parece querer transmitir acolhimento e generosidade. Características do povo a que pertence Abu Wadie, os drusos que povoam as Colinas de Golã, na fronteira entre Israel e a Síria.

RAFIQ ALI IBRAHIM – ABU WADIE
Druso das Colinas de Golã
“Somos conhecidos por nossas antigas tradições de grande valor e nos orgulhamos disso. Vivemos juntos, em colaboração. Compartilhamos tudo em todas as situações, tanto no tempo de alegria como de tristeza. Quando há um casamento, todos os moradores chegam para compartilhar a alegria da família. Estamos unidos. Na verdade, não temos escolha senão estar juntos, em todas as circunstâncias.”

Como muitos de seus compatriotas, Abu Wadie vive do cultivo de árvores frutíferas, especialmente cerejeiras e macieiras. A criação de animais e a agricultura são as duas principais fontes de subsistência dos drusos de Golã, agora divididos em 5 pequenas aldeias, em um total de cerca de 23.000 pessoas.

O centro principal é Majdal Shams. Como outros conquistados por Israel na Guerra dos Seis Dias de 1967, foi unilateralmente anexado em 1981. Ao contrário dos cerca de 100 mil drusos que vivem na Galileia, a maioria dos habitantes de Golã rejeitou a cidadania israelense e, portanto, o alistamento no exército nacional, limitando-se a ter uma residência permanente.

RAFIQ ALI IBRAHIM – ABU WADIE
Druso das Colinas de Golã
“Me defino como um cidadão árabe sírio. Estamos orgulhosos de nossa cidadania e identidade e nunca desistiremos. Em nossa identidade se lê: ‘cidadão árabe sírio’, independentemente da nossa confissão. É isso que caracteriza a cidadania em nossa amada terra natal, a Síria.”

Com cerca de 1,5 milhão de fiéis no mundo, concentrados no Líbano, Jordânia, Síria e Israel, além de uma pequena comunidade nos Estados Unidos e Austrália, a doutrina drusa é particularmente complexa, reunindo elementos do islamismo, cristianismo, hinduísmo e judaísmo.

SULEIMAN AHMAD ALMAKT
Sheikh
Os drusos receberam este nome após Nashtakin Darazi, um pregador do século XI. Mais tarde, esse homem foi considerado herege, mas a palavra permaneceu. Nós somos árabes sírios e “muwaḥḥidūn” (unitaristas).

Enquanto Wadie bebe um café na frente da casa, na companhia de sua esposa, eles ouvem ao longe os tiros, vindos das montanhas sírias. Adiante, uma fronteira delimitada apenas por uma barreira de arame farpado. Uma barreira que revela a complexidade de uma terra ferida.